Serei melhor anfitriã
Quarta-feira, Novembro 18Postado por Jamile Marcellino às 15:10:00 0 comentários Links para esta postagem
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Domingo, Novembro 15Postado por Jamile Marcellino às 21:43:00 0 comentários Links para esta postagem
Mirando
Parei ali, sozinha
sentei-me.
Olhei as pessoas,
andando..
Fui me inventar,
nos outros.
Eu pensei por um;
será que seria feliz?
E me respondi,
não é bem assim...
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Dançando
Domingo, Novembro 8Dançamos nas terras de nós mesmos,
quem disse que do outro fizemos moradia?
Moramos nos passos de nossas próprias pernas,
valsando no tempo que a música produz.
E a cada centímetro que passou de uma a outra,
circulamos sobre nosso epicentro,
galgando mais um passo, mais uma única e verdadeira dança...
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Wind Up
Domingo, Novembro 1Postado por Jamile Marcellino às 21:03:00 0 comentários Links para esta postagem
Ele furta minhas forças
Me furta as forças,
como abres minha casa aos domingos,
e rouba todos os meus tesouros.
Furtando cada encher dos pulmões,
minha antiga caixinha de música,
meus dez anos de tanto quanto.
Meus escritos mais queridos,
dos mais longos e restritos,
dos mais singelos e amados.
Me leva tudo que produzo,
reduzo a face de minha normalidade estática.
Sou só descanso do cansado que é viver.
E se por acaso se despede,
é com o acabar de todos meus pertences,
destruídos ao chão de minha varanda.
Dando adeus a tudo que me embala,
dando até logo a próxima investida.
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Pratinhos descartáveis
Sexta-feira, Outubro 30Pratinhos descartáveis?
A comida cai,
a faca rasga,
o garfo fura
e tudo vai embora de qualquer jeito.
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Realmente
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23:43
Sábado, Outubro 24Parece estar tudo errado,
tão deslocado.
A dissonância dos passos,
a frigidez de outros fatos.
Requer a tudo um ajuste,
incompreensivo, de fato.
Recluso e conciso, longínquo.
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Uma pedra
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Sono
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Carta do Limiar
Sexta-feira, Outubro 23Postado por Jamile Marcellino às 18:16:00 0 comentários Links para esta postagem
Ele eu
Quarta-feira, Outubro 21Ele tem,
o que eu,
o que nós,
nós teremos,
sou sorrir,
dividir..
sorriremos.
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Não gosta
Jamile não gosta de quiabo,
não suporta quiabada,
não entende o quê da baba,
traz prazer ao paladar.
Eis cruel.
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Eu desminto
Eu a amo como um desejo secreto,
que desminto aos poucos....
porque nascerás de minha conjunção,
e serei plena quando vieres.
Eu desminto o meu amor de mulher,
porque quero poder abraça-lo,
distante sonho de pernas grandes,
me abre os poros e vais embora.
Eu a amo porque é a margem de minha vida,
será o deleite de minha criação maior,
nos braços de quem te ama, pequena...
Serás o mundo de minha feição.
Eu desminto o meu amor de mãe,
não sou mãe nem de mim,
não construi meu castelo conexo,
que pasta nas veredas do meu querer.
Eu a amo porque me escolheu,
e se sou da pequena a escolha, serei.
O grande afago da sua vida inteira.
Eu desminto tudo ao passo das minhas expressões,
onde fala a boca e desmente o olhar,
nada posso, mas penso em verso sim,
em poder realizar.
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Sem sequer
Terça-feira, Outubro 20Postado por Jamile Marcellino às 23:56:00 0 comentários Links para esta postagem
Pão de açucar ao chão
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Escrito numa nota fiscal
A quem me referia,
quando falei,
se é que existe
pintura de ser algum.
A quem me conduzia,
dizia não.
Da longa doçura do talvez,
do desprazer do em vão.
A quem reclamei,
se criei, descuidei...
agora de minha solidão?
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Maria Eduarda
SAIU DOS LARGOS BRAÇOS
EIS A PLENITUDE!
VOOU NO CHÃO DE GIZ,
ENCHEU OS OLHOS E O CORAÇÃO DE SEUS PAIS
TRÊS PASSOS E O MARCAR DE UMA VIDA INTEIRA...
VOCÊ ANDOU PELA PRIMEIRA VEZ!
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O porre
Sábado, Outubro 17Tomei um pouco, que porre.
Se bebo mais, eu compreendo,
entendo.
Aturar,
se o porre é o durante,
mas prefiro no depois,
me embriagar.
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No vagão
não sei não
se esse vagão.
me segura.
desastroso como ele,
populoso assim,
e eu aqui?
minha fuga é assim,
ou eu pulo do vagão
ou ele me joga, nos trilhos....
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O amor dos brutos
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Distâncias
Terça-feira, Outubro 13Postado por Jamile Marcellino às 22:13:00 0 comentários Links para esta postagem
A desconstrução do oportunismo
Terça-feira, Outubro 6Muitos podem dizer que a trajetória de quem observa o mundo de forma analítica é sinal de egoísmo e pedantismo circense. Até onde se compreende, o pejorativo impera no comum conhecimento dos adjetivos, dilacerando o âmago de seu entendimento. Oportunista eu? Assim que escrevo a outros que sim, concebo a mim a capa escura do desconfiar.
Se posso pensar um pouco mais e lembrar onde parte a palavra oportunismo, posso seguir tranquilamente em sua raiz esclarecedora; oportunidade. E o que é oportunidade, se não a esfera da vida que buscamos todo o tempo? Aquilo que separa os sonhadores dos realizadores, ou que unta esses dois artistas do pensamento humano. Pois o sonhador cria possibilidades em seu querer mais íntimo, e o realizador nada mais que abraça as suas possibilidades. Mas que sonhador por si só concebe qualquer oportunidade? Também nenhum realizador que consagre o que não cultiva. Existe uma interdependência em conceber e produzir, que faz da oportunidade o ideal.
Ser oportunista então é presumir que existe uma possibilidade valorosa e ater-se em utilizar de meios para conquistá-la. E o que designa se o desenvolver é bom ou ruim, são justamente os meios de conquista. Que determinam e sucumbem – muitas vezes – o sentido das palavras mal utilizadas e interpretadas. Sou oportunista porque sou egoísta, não. Sou oportunista porque sou individualista. Porque assumo o que almejo e afirmo meu querer em minha ação.
Se desconstruídas as tantas faces da ignorância, a compreensão tomaria posto. Cada possibilidade traria uma nova luta incessante para o melhor de cada um. O mérito, tão esperado e brilhoso aos olhos, seria a conquista cuidadosa e merecida de seus esforços maiores. Trazendo não só a imensa ruptura com a mesmice, mas construindo possibilidades de enxergar um mundo de oportunidades, sempre renovadas.
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Assumo
Segunda-feira, Outubro 5Mentiroso
é meu coração.
Ele mente,
enganador.
Meu coração é
um farsante.
Ele mente,
e eu assumo.
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Ilha
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A tua boca
Sexta-feira, Outubro 2Você sabe,
ahhh
como sabe...
como espero,
almejo
contemplo,
esqueço
de tudo,
para ver
a tua boca.
E se não visse,
ah se não a notasse as vistas,
seria enfim,
que pois, meu querido..
de olhos fechados,
e peito aberto,
a sentiria.
(espero)
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As Minhas coisas
Quinta-feira, Outubro 1Postado por Jamile Marcellino às 18:35:00 0 comentários Links para esta postagem
Para mim
Terça-feira, Setembro 29Se me provasse,
imagine a sandice
de cair em mim?
beijaria o doce,
o olhar mais bonito
ao sorrir pra mim.
se caísse em meus lábios,
seria dos bens, os amados..
doces sonhos de jasmins.
repartiria meus perfeitos,
meus mais que imperfeitos,
salivar de tentação.
ousaria até ter medo,
dessa calma em esconderijo,
desse ar de ilusão.
tomaria num abraço,
tornaria meu azul,
minha eterna aparição...
...se caísse, ai de mim
seria menino de asas, cera..
ao derreter em partir..
ao partir sem mim,
sem eu, sem nada em mãos.
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Meu carinho
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Se te amo.
Se disser que te amo,
você acredita?
com a boca que te amo,
eu te amo com meus braços,
te amo em meus abraços..
te amo em solidão.
não te amo assim, de longe
te amo de frente, esquisita
te amo sinceramente,
amo loucamente, te amo.
eu te amo em desterro,
em desaviso das bocas,
interrompidas pelo desconhecer,
pelo sem saber, verter no impossível.
eu te amo em cada pedaço meu,
em cada fúria minha, sims, te amo.
Eu te amo com cada sílaba de minha língua,
a sair do ângulo de minha paixão.
eu te amo em certa conjunção,
e até no caos que te amo,
nessa minha solidão.
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Dear Moonchild
Segunda-feira, Setembro 28Dear Moonchild
Eis o preço, a ruptura
calabouço de si.
constante, dançante
devolução do emergir,
que pulsa a divergir,
meus assuntos todos vis...
pois limites, impôs um eis..
vestes de meus olhos,
acerto de meus poros,
compulsória solidão.
Pois me vale, me requer
me remete a cada dia,
um lembrar suntuoso,
um cobrar maldoso,
de ser como ser, sentir.
fez do feito ardoso,
meu maldar, penoso..
desse meu colidir.
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Mon amour,
Terça-feira, Setembro 22Mon Amour,
Já tenho tudo aqui,
tua boca e tua mentira,
teu avesso e minha solidão.
Que contradição a minha,
saber dessa forma intrínseca
e titubear meus pequenos sorrisos.
As falas da tua mão.
E já sei na tua fala,
e o teu amor por mim exalta,
no meu ouvido mentiroso,
não fala de amor algum.
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Já não escrevo como antes
Já não escrevo como antes,
já não suspiro alegremente,
se vivo de paixões pulsantes,
de meros viajantes, tolos.
E rupturas ao bel prazer.
Já não escrevo como antes,
antes era, antes fui...
me sentia viva, esperada,
consoante de meus prazeres,
mas fugida de todos eles...
Já não escrevo como antes,
e sou escrava da dúvida,
escrava de meu sentir,
que me aponta como errante...
porque não escrevi?
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Alberto Rosas II
Essa moça um dia me disse;
"Vou, mas volto para o seu coração"
E aqui esperando, jaz um homem fétido,
aqui, coração petrificado pelo tempo,
espectro de vida que fincou-se em lembranças.
Resiste, todo resto que não seja o amor que concebi.
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Onde?!
Nos lares, escadas, visitas e recados,
nos reinos, plantações, feiras e atrasos..
nas ruas, na lua, ventre e peito amado.
No sul, planos, assuntos e comidas,
nos ares, açucares, amigos e destrezas,
nas portas, feixes e repartições..
nas canetas, bolsas, artigos e felicitações...
Onde foi que me escondi?
Postado por Jamile Marcellino às 16:36:00 0 comentários Links para esta postagem
Inquietação
Não estou sabendo terminar a frase,
começar a inquietação ou galgar
um permeio divino?
Será que desisti, de pedir?
Apesar do forçoso exprimir dessa inquietação.
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De volta
De volta a minha velha falha,
insistente estado, precário.
Reproduzindo Verões passados,
arqueando nenhuma solução.
Haja falta de destreza...
Postado por Jamile Marcellino às 16:26:00 0 comentários Links para esta postagem
Meu chão de asa delta
Domingo, Setembro 13Meu chão de asa delta,
perigoso construtor,
assunte ao ludibriar,
eis parceiro enfim.
Na dureza do chão,
a firmeza de cair,
verter no estilhaço,
partir em mil pedaços...
Erguer um olhar,
pra cima, pensar...
eis que do chão
ali naquele mesmo lugar...
olhar.... olhar....
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Nunca
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Quanto tempo
Sexta-feira, Setembro 11Meus dias se foram e não sei mais,
quanto tempo faz,
quanto tempo faz.
Que me preocupo com você.
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Renovadas as forças.
Terça-feira, Setembro 8
Renovadas as forças,
os punhos abertos,
da fala mais calma.
Pois que ironia,
força de se reintegrar,
força de reinventar?
É fortalecimento.
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Alberto Rosas
Sexta-feira, Setembro 4Já tive paixões de me cortarem as vistas.
Cedia ao nome do bendito ser que gostara.
Falava com dúbia vontade, mesmo austera..
reproduzindo o mesmo nas páginas dos dias.
Tecia um fio de carinho desavisado,
enchia o peito de vento, amor dos ingênuos.
Beijava aquela boca de tão longe,
que o gosto demorava a esquecer-me.
De nem lembrado, inútil beijo.
Já tive paixões de tantas...
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Não sou eu
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Catamarã
Há um dia de ser só saudade,
essa inquietude de Catamarã.
Não sei até que ponto,
se minhas vírgulas me abandonaram.
Já sinto o gosto do pesado,
esquecendo tudo que produzi,
me levando pedaço em pedaço.
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Primeiridade
Domingo, Agosto 30Postado por Jamile Marcellino às 21:01:00 1 comentários Links para esta postagem
Eis
Eis que arriscam,
todos os pontos,
nas dúvidas menores,
no arco do em frente.
Reluz do pranto,
a condição humana.
Eis que arriscam,
todos eles, vivos.
perdidos em si mesmos,
distintos de todo o resto.
E sobrevivem.
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