Visitas nos dias
na calma das sombras
no pleno descaso,
margem da vida.
distinta da mesma,
distante de Vênus,
abraçando Saturno..
retorno infeliz.
terça-feira, junho 9
Querendo
Quem quer que queira,
Quer o querer de quem queres.
Quem quer o querer é quem queira,
quem queira o querer de quem lhe quer...
Jamais!
Outro dia disse a mim com a boca cheia;
jamais mudarei circunstancialmente!
Outro dia, pensei comigo mesma:
jamais farei isso novamente.
Outra noite, adormeci pensando;
Jamais é uma pobre pessoa de falha aguda.
jamais mudarei circunstancialmente!
Outro dia, pensei comigo mesma:
jamais farei isso novamente.
Outra noite, adormeci pensando;
Jamais é uma pobre pessoa de falha aguda.
segunda-feira, junho 1
Sobressalto
O meu amor se vestiu de cores,
do verde, premissa ao rosto,
o púrpura de seu coração,
as cálidas partes de suas partes,
o azul temente de sua tranquilidade.
o branco de nossos dias,
em rosa meu rosar eterno.
Sobressalto de meus olhos,
suspiro do meu viver.
Beirador
Já assume a vida aquele beirador,
onde foi que viu e até onde chegou.
nem sabe.
Nem sabe o mundo, destemido convite
assumindo resquícios em fortuna do ser.
ser de saber, permanecer,
assim que o dia voltar, novamente serás..
quem querias ser.
onde foi que viu e até onde chegou.
nem sabe.
Nem sabe o mundo, destemido convite
assumindo resquícios em fortuna do ser.
ser de saber, permanecer,
assim que o dia voltar, novamente serás..
quem querias ser.
terça-feira, maio 26
Lentidão
Lento
Outro dia dormindo pouco,
imensidão das horas.
Não produzo o esperado,
as vezes quase nada.
Onde foi parar
a minha vivacidade?
no descuido de criança,
pérola esquecida.
Ouço o ventre de minha alma,
apontar para a saudade,
do meu sagaz entendimento
daquela minha imensa vontade....
Outro dia dormindo pouco,
imensidão das horas.
Não produzo o esperado,
as vezes quase nada.
Onde foi parar
a minha vivacidade?
no descuido de criança,
pérola esquecida.
Ouço o ventre de minha alma,
apontar para a saudade,
do meu sagaz entendimento
daquela minha imensa vontade....
segunda-feira, maio 25
Paciência
Há força no pior dos dias,
desgosto foi passear.
Passeio de longa data,
desfecho de um dia será.
desgosto foi passear.
Passeio de longa data,
desfecho de um dia será.
Tendo
Ontem não foi nada,
nem um pouco, fora.
Diante do hoje, maiúsculo...
Repleto de magnitude.
Hoje já não é, mas nada,
nada se o ponteiro mudar de ideia,
se a hora perder o tino.
o tino perder a hora.
nem um pouco, fora.
Diante do hoje, maiúsculo...
Repleto de magnitude.
Hoje já não é, mas nada,
nada se o ponteiro mudar de ideia,
se a hora perder o tino.
o tino perder a hora.
Assim
Me responda devagar,
num suspiro extasiante,
nessa sua forma de falar.
me responda com certeza,
absoluto em teu olhar,
condinzente de ternura.
me responda oscilando,
como age ao dançar,
mero espasmo do pensamento.
me responda ao dormir,
no sonho um alento,
do abraço acalmar.
Pois cada pedaço dessa vida,
cada curva do pensar,
uma eira que minha beira assenta,
um rejunte que quero abraçar.
num suspiro extasiante,
nessa sua forma de falar.
me responda com certeza,
absoluto em teu olhar,
condinzente de ternura.
me responda oscilando,
como age ao dançar,
mero espasmo do pensamento.
me responda ao dormir,
no sonho um alento,
do abraço acalmar.
Pois cada pedaço dessa vida,
cada curva do pensar,
uma eira que minha beira assenta,
um rejunte que quero abraçar.
Palafitas do pensar
Quando giro, neste mundo
sinto náuseas de mirar,
de sentir, cheirar.
vejo lixo em toda parte,
brotando em sequências,
esse lixo humano de ser,
esse lixo humano de estar.
quinta-feira, maio 21
Publicação
Ontem me peguei pensando
na arte de publicar,
publicar é algo complicado,
destino esquisito, margem sem falar.
As vezes, por mais de obra aguda,
por mais de inteira doação,
aquilo do que se precisa,
não é preciso ao outro não.
Então somos planos,
inteiros, de meios relevantes,
para preencher outros anos.
Outras cartilhas, de caligrafia muda.
Criando do cego, surdo ao infeliz,
a fala consciente, a mente aguda.
na arte de publicar,
publicar é algo complicado,
destino esquisito, margem sem falar.
As vezes, por mais de obra aguda,
por mais de inteira doação,
aquilo do que se precisa,
não é preciso ao outro não.
Então somos planos,
inteiros, de meios relevantes,
para preencher outros anos.
Outras cartilhas, de caligrafia muda.
Criando do cego, surdo ao infeliz,
a fala consciente, a mente aguda.
As seis
Já eram seis, me levantei,
vesti meu casaco, calcei meus chinelos.
Andei pela casa sonora,
nada além do vento a conversar.
A chuva despia o chão de impurezas no quintal,
as plantas dançavam alegres.
E na cozinha logo a mesa, olhei pro café,
ele olhou para mim desconfiado..
não vai me tomar?
sexta-feira, maio 15
Filho de Jacó
Filho de Jacó guia-me a eternidade, me busque na tranquilidade e eu buscarei a ti. Leve-me pelas águas mansas ou até pela tempestade,se soubermos juntos como partir. Até que o céu se levante e minhalma se acalme, me traga bonança.. a vontade de conduzir,trazer por meio do existir essa palavra de esperança.
Nuca
O cheiro da tua nuca,
tão nua,
nua nuca.
Nunca,
nunca me fora verdade,
nem sequer proximidade,
desse cheiro teu.
Teu cheiro..
tão único.
tão único.
Já me traz saudade.
Há pouco
Divida em palavras,
tudo que pode-se dizer,
esconda, como bem faz,
atrás, sabes bem.
Mas a duvida que corre
em suas veias, todo mundo tem.
Não use a falta de respeito,
e o julgamento prévio,
como algo que lhe convém.
Ainda há pouco de você,
onde não restou mais ninguém.
tudo que pode-se dizer,
esconda, como bem faz,
atrás, sabes bem.
Mas a duvida que corre
em suas veias, todo mundo tem.
Não use a falta de respeito,
e o julgamento prévio,
como algo que lhe convém.
Ainda há pouco de você,
onde não restou mais ninguém.
Efusivos³
Mentirosos do mundo,
de todos os amores,
todos, amores.
Desse amor que adoece,
reprodução de si mesmo.
Um amor Cáspio..
que águas mansas não desaguam.
de todos os amores,
todos, amores.
Desse amor que adoece,
reprodução de si mesmo.
Um amor Cáspio..
que águas mansas não desaguam.
Ronco
Quem ronca, será possível..
é a garganta que impulsiona o individuo
ou o individuo que impulsiona a garganta?
A festa das aves.
Assim que o milho se prontificou, chegou o pato. Um, dois, e mais alguns. O ganso arqueou de próximo sua vontade, os patos após fartos, mas munidos de guloso olhar, foram tristemente se despedindo perante a imponência do ganso. Logo ele, cheio de si entrelaçou entre o bico uma fartura milharistica. Apontou o bico aos céus e engoliu tudo em alguns segundos. Enquanto comia, os patos reclamavam em nado contínuo e descompassado. Gruniam, e lá pato pode grunir? Pato grasna. Grasnavam de pura impotência. De cima os pombos esperavam os restos, arrulhavam suas medidas de chegar ao milho amado. Muitos deles posicionados ao embate próximo. Assim como os pássaros menores, no aguardo de uma brincadeira cintilante dos patos, em que o milho se transmutasse em bola de brincadeiras vis. Talvez uma peteca amarela e deliciosa, flanando no ar como voam as guloseimas em filmes de comédia. Mas no suposto ar nenhuma peteca resistiria. Após a passagem do ganso pelo comer, os pombos fizeram de seu pousar a bacia próxima ao lago. Cinco deles comiam desesperadamente, o resto a fila. Dos menores, poucos se atreveram, a lei é conduzida pelo tamanho e opulência . Pouco obtinham.
Pássaros são obras de arte, aerodinamicamente, posturalmente, até no mentir de sua auto-confiança, ou da sua coragem. O apreço pelo seu voar é irredutível. Mas aqueles que se mantém em terra não são menos valorosos, como o galo em sua crisna embalsamada de vermelho. Quem é mais orgulhoso do que o galo? Nenhum deles. Pois o cisne resgata seu maior ganho na beleza que traduz no tempo, mas carrega pesar em seu pescoço. Marrecos são suaves e ocupados em si mesmos, nas suas dúvidas de nados latentes. E o pavão? Não de orgulho, e sim de prepotência, assim o pavão distribui seu recado. E logo a sua conjuntura, as fêmeas em trânsito.
Então, os patos a reclamar, o ganso a diferir, os pombos esperar. O marreco em seu mundo, o cisne a nadar, o pavão a andar solitário em solidão de placebo, o galo em seu completo orgulho, os pássaros pequenos a se inserir... Eis a festa das aves, no lago onde o chafariz escoa sonhos. Cada um na sua peculiaridade, cada um no seu ensejo.....
Pato, Marreco, Ganso e Cisne.
Cisne negro de papo vermelho,
papo algum tem o cisne. Cisne não dá papo.
Tão solitário quanto o longo
tear de seu pescoço, quase ilusório.
O homem não enxerga a vida dos Cisnes em suas vestes,
seus longos pescoços, sua esguia forma.
Pato branco mergulha no lago,
bico amarelo, mergulho raso.
Não alcança os peixinhos.
Penas alvas, impermeáveis.
Patos são engraçados, inquietos
desajeitados,donos de si.
Patos são lindos, impermeavelmente lindos.
Marreco, Marreco.
Pequenino do lago amigo.
Marrom de listras brancas,
suave marrom de amendoa.
Napoleônicos.Bico pequeno,
sonho azul.Marrecos são pequenos sonhos
em penugens desconhecidas.
Nadam em si mesmos, singelos e distantes.
Gansos, só na expressão assim entendi.
Reproduzem-se no submergir.
Antes desconhecido a olho nu,
Pois do bico deles nada me entende.
Não falo a língua dos Gansos,
enormes aves de protuberâncias nasais.
Cisne negro de papo vermelho,
papo algum tem o cisne. Cisne não dá papo.
Tão solitário quanto o longo
tear de seu pescoço, quase ilusório.
O homem não enxerga a vida dos Cisnes em suas vestes,
seus longos pescoços, sua esguia forma.
Pato branco mergulha no lago,
bico amarelo, mergulho raso.
Não alcança os peixinhos.
Penas alvas, impermeáveis.
Patos são engraçados, inquietos
desajeitados,donos de si.
Patos são lindos, impermeavelmente lindos.
Marreco, Marreco.
Pequenino do lago amigo.
Marrom de listras brancas,
suave marrom de amendoa.
Napoleônicos.Bico pequeno,
sonho azul.Marrecos são pequenos sonhos
em penugens desconhecidas.
Nadam em si mesmos, singelos e distantes.
Gansos, só na expressão assim entendi.
Reproduzem-se no submergir.
Antes desconhecido a olho nu,
Pois do bico deles nada me entende.
Não falo a língua dos Gansos,
enormes aves de protuberâncias nasais.
segunda-feira, maio 11
Sem fim
Quantas vezes, vezes demais para preces. Até que fosse tão consciente da ideia de viver comummente, que o desespero fosse apenas um esquecer da outra via amiga, quando calei-me de tanta vibração? Chorei em demasia, sorria como nunca. Meu coração destemido, lutou até a morte, caiu e reergueu-se do fim, que fim é fim para o amor? Fim algum. Jamais olhei para meus entes de fácil sentimento, aqueles que amo nunca são compreensíveis ao meu coração.
Seus olhos, talvez.
Teus olhos, tão lindos.
Quase amarelados,
distintos, únicos.
Seus olhos,
lentes da minha vida,
colorir do meu passear.
Talvez seus olhos,
tão meigos olhos,
eu nunca...
eu sempre...
talvez.
Quase amarelados,
distintos, únicos.
Seus olhos,
lentes da minha vida,
colorir do meu passear.
Talvez seus olhos,
tão meigos olhos,
eu nunca...
eu sempre...
talvez.
Fala aguda
engraçado,
o que foi dito,
assim desmerecido
piada ao vento,
risada ao nada.
engraçado,
como o que havia falado,
inesperado,
dócil fechar dos olhos,
enrugar da testa.
ainda persiste.
o que foi dito,
assim desmerecido
piada ao vento,
risada ao nada.
engraçado,
como o que havia falado,
inesperado,
dócil fechar dos olhos,
enrugar da testa.
ainda persiste.
sexta-feira, maio 8
Cântico isolado
Já me canso desse informe
de toda hora um desaviso.
Não me busco, pois me falto..
retiro do mundo seu resquício.
Talvez num destino incerto,
concretize minha fala.
Cântico isolado, fresta da vida
púrpura segmento de meu pensar.
Se as vezes estou cansado,
inerte a situação, flutuando por ai..
é porque talvez me falte primor,
e me sobrem indulgencias.
Do passo dado, ao inconclusivo
não há controle submerso,
há somente o protagonista neste,
e o paciente aquele....
Sou melhor quando não sou,
talvez por falta, me consagro.
Me reafirmo na ausência,
não me escolho de brevidade.
A brevidade me acompanha...
de toda hora um desaviso.
Não me busco, pois me falto..
retiro do mundo seu resquício.
Talvez num destino incerto,
concretize minha fala.
Cântico isolado, fresta da vida
púrpura segmento de meu pensar.
Se as vezes estou cansado,
inerte a situação, flutuando por ai..
é porque talvez me falte primor,
e me sobrem indulgencias.
Do passo dado, ao inconclusivo
não há controle submerso,
há somente o protagonista neste,
e o paciente aquele....
Sou melhor quando não sou,
talvez por falta, me consagro.
Me reafirmo na ausência,
não me escolho de brevidade.
A brevidade me acompanha...
terça-feira, maio 5
Antes
Temo que agora, no agora é o que somos.
Então fiquemos, no permeio, no minuto.
Onde faço de minhas preces a oratória.
Dos meus dias, meus conceitos, minha glória.
Assim a prece, onde ser, divinos dias...
Por sim, meu Deus.. por não, a mim...
eu peço, encarecidamente.
Então fiquemos, no permeio, no minuto.
Onde faço de minhas preces a oratória.
Dos meus dias, meus conceitos, minha glória.
Assim a prece, onde ser, divinos dias...
Por sim, meu Deus.. por não, a mim...
eu peço, encarecidamente.
Temo que seja
De certo a fúria. Modo hostil do fui que fora o mim, do fostes a me dizer. Sou de ferir com sonoridade, vivida de meu humor rude. Sou simples, quando boa. Bondade esqueceu de mim,
quando as dez se fez de noite chuvosa, até..
Até que de chuva gosto. Mas o humor de onde me detinha sabe-se hora certeira, rasteira medida de meus pés inquietos, enfurecidos de café amargo, amargar da minha mente. Café algum me mente. Fui das dez a uma da manha, o mau humor imperial e robusto de cortes fundos,
dilacerador de olhos... contos de outrem. Bobagem em cronicas esquecidas, só por me lembrar em rapidez, nem escuto, nem entendo. Motivo algum me abraça, sou parte do meu mundo hostil, acolho cada canto de minha alma. Sou do ser que errante ficou, mas a boca que calara era consciente, do mau, o humor se ateu. E ao escrever, dormiu... dormiu... o eu, de fúria, agora encontra-se dormente.
No one
Ontem olhei pra cima e estrelas me chamaram,
todas elas cintilantes, tão vivas quanto são.
Mas meus olhos, meus feridos olhos deixaram o brilho dos céus,
e abraçaram a noite. Sem lua, sem estrela.. e sem ideias.
Nada disso.
Nada do meu velho eu
perambulando por ai,
nem sombra,
nem cordão,
nem sua mala.
Nada do mim que fui,
do mim que serei.
Pois apenas sou, o eu de agora.
perambulando por ai,
nem sombra,
nem cordão,
nem sua mala.
Nada do mim que fui,
do mim que serei.
Pois apenas sou, o eu de agora.
domingo, abril 26
Dedicação
Dedico meus olhos,
aos seus dias,
dedico meus cabelos
a tua visão,
dedico o meu pensar
ao teu rosto,
dedico minha boca
a tua imensidão.
dedico cada pedaço
do meu orgulho
a sua presença,
a sua graça,
ao seu amor.
dedico meu sorrir
ao teu sorriso
dedico meu cheiro
a teu gosto,
dedico minha alma
a sua mão.
Dedico cada vez que estou tranquila,
cada paz que me acomoda,
a nossa feliz exatidão.
sábado, abril 25
Olhando
Me peguei olhando,
beliscando teu ouvido,
meu olho, teu ouvido..
o que há olvido?
Grande atração.
beliscando teu ouvido,
meu olho, teu ouvido..
o que há olvido?
Grande atração.
Partindo
Adeus a tudo,
a todos, adeus,
Deus meu de todo dia,
até logo, até mais ver...
Descanso do imprevisto,
repouso meu suspirar.
E recosto minha vida,
nesse tranquilo descuido.
a todos, adeus,
Deus meu de todo dia,
até logo, até mais ver...
Descanso do imprevisto,
repouso meu suspirar.
E recosto minha vida,
nesse tranquilo descuido.
Criando
Partindo do meu prazer,
que prazer parte?
Todos eles.
Todos os prazeres possíveis,
anúncios de uma brevidade.
Sinceridade temporal,
construção de arranha céu,
de céu que nunca tocara.
Que prazer toca o infinito?
Só o prazer de ter prazer,
de sentir prazer, um ser,
de ser assim tão bonito.
que prazer parte?
Todos eles.
Todos os prazeres possíveis,
anúncios de uma brevidade.
Sinceridade temporal,
construção de arranha céu,
de céu que nunca tocara.
Que prazer toca o infinito?
Só o prazer de ter prazer,
de sentir prazer, um ser,
de ser assim tão bonito.
Na masmorra - O pessimista algoz, o algoz pessimista.
Assim que o recorte de minha alma decidiu passear pelos terrenos baldios de meu viver, restou-me morbidez, injúria de um enganador fugaz,talvez o santificar de meu esquecimento.O ardor disse-me mais alto,de rancor cortou-me o livre arbítrio, se sou de tanta condição avessa, qual o restante de minha luz?Luz alguma. Reflexo nenhum, pedaço de ninguém... Assim que meus sonhos despertam, pude perceber a valência de minha condição. Meus olhos enxergam nos céus a palidez da vida,pois minhas mãos tocam o retorcer de minha juventude...Os portões de minha felicidade, as portas de minha tristeza...
E que todos os portões apodreçam trancados,e todas as cordas apontem ao fundo do poço,pois todas declinam sinuosas ao esquecimento..e se seguram na altura de seus sonhos, astutas.
Dizendo
Não tenho, o mesmo formato, do qual me detinha a um tempo atrás. Jamais. Diria nunca, nunca diria jamais a mim. Quem fui, sou, quem era passou.. quem sou ressurge de onde fui, pois fostes junto... esse de amanhã, ontem criado, esquecido, exaltado. Momento meu, dívida minha, aonde seria se não em meu ímpeto ou na sombra de minha vaidade, a busca o molhar a sede de minha vida. Hidrato a minha alma com cada detalhe. Suprindo aquilo que me precisa, nutrindo aquilo que me baseia. Sou parte do meu não, do sim eu pondero. Até de meu talvez, ressurgir... Não sou o apelo do meu coração, que fora. Não sou a razão que dilacera o sonho. Sou o terço que chora pela reza, a crença de vivência ao mundo maior, fora de mim realizo o que meu mundo ressalta, sou contexto de mim ao dizer dessa vida, faço do mundo um pedaço de meu viver. E pedaço sou de minha alma tênue, permaneço em mim como abraço o mundo... apertado.
segunda-feira, abril 20
Plataforma do submundo.
Eis aqui do mundo, pedaço do mundo de lá
aqui de cima, imundice,sujeira da rejeita cidade,
alta ou baixa, mestiça e cruel..
nojeira da vida alheia, da sua... minha.
Complemento. Somos do mesmo, único.
Transformismo, conformismo..
descer, migrar, nos degraus estou.
emergir em avesso, decair..
Passo do passo que meus pés definem,
sou título de meu balbuciar, repito o imprevisto,
visto em decadência.
E escorre nas esteiras dos pés, a água,
amargura dos céus. De limpa, aguda aos regentes terrais,
escorre, discorre sobre meus olhos.
De que me valem as valas?
Entupido residir de minha esperança.
De baixo sobrevivo de meu esperar,
braços cruzados, olhos perdidos.
Submundo contrário, de tanta altiva vida.
Tanta atividade, o andar em ciclos desiguais.
A cidade é o temor dos emergentes,
a cidade é o tremor dos sobreviventes...
e eu?
Sou o chão que respira tão pouco,
nada esvai de sua petrificada forma.
aqui de cima, imundice,sujeira da rejeita cidade,
alta ou baixa, mestiça e cruel..
nojeira da vida alheia, da sua... minha.
Complemento. Somos do mesmo, único.
Transformismo, conformismo..
descer, migrar, nos degraus estou.
emergir em avesso, decair..
Passo do passo que meus pés definem,
sou título de meu balbuciar, repito o imprevisto,
visto em decadência.
E escorre nas esteiras dos pés, a água,
amargura dos céus. De limpa, aguda aos regentes terrais,
escorre, discorre sobre meus olhos.
De que me valem as valas?
Entupido residir de minha esperança.
De baixo sobrevivo de meu esperar,
braços cruzados, olhos perdidos.
Submundo contrário, de tanta altiva vida.
Tanta atividade, o andar em ciclos desiguais.
A cidade é o temor dos emergentes,
a cidade é o tremor dos sobreviventes...
e eu?
Sou o chão que respira tão pouco,
nada esvai de sua petrificada forma.
sábado, abril 18
Restrição da felicidade.
Um sopro em desventura,
vendaval do pensamento.
passando pelos mórbidos,
correndo dos atritos,
detritos de minha vida.
tudo passa, vida minha...
tudo passa.
vendaval do pensamento.
passando pelos mórbidos,
correndo dos atritos,
detritos de minha vida.
tudo passa, vida minha...
tudo passa.
segunda-feira, abril 13
Por mim, de mim, para mim.
O egoísta busca,
não a si mesmo,
não a mesmo, si.
Busca que o outro,
não lhe busque nada..
nada lhe busque.
Nada lhe precise.
Fora
Por um segundo acordei,
desacordada as horas,
abri devagar as frestas,
de muito, onde estara?
Por alguns poucos de minha vida,
demência de não saber,
doença temporal de acordar,
onde está este corpo acordativo?
No macio de outro mundo,
olhando com medo o ventilador,
oscilando ao vento encontro.
E depois de perceber, respiro.
Em um, dois, quase três..
ali reconheci meu mundo.
desacordada as horas,
abri devagar as frestas,
de muito, onde estara?
Por alguns poucos de minha vida,
demência de não saber,
doença temporal de acordar,
onde está este corpo acordativo?
No macio de outro mundo,
olhando com medo o ventilador,
oscilando ao vento encontro.
E depois de perceber, respiro.
Em um, dois, quase três..
ali reconheci meu mundo.
Alfreli I
Cobres seus olhos, nada podes ver.
só a minha mão segura, segurança do viver.
cada pedaço em estrutura, sua mente um prazer.
cada linha dessa vida, ligada em você.
Até que um dia, cegueira tem fim.
teus olhos adormecidos, adormecem de mim.
E a sua volta o colorido, para que meu ser, agora olvido?
Se fui do ser, ao ser esquecido. A pior cegueira que vida pode ser...
só a minha mão segura, segurança do viver.
cada pedaço em estrutura, sua mente um prazer.
cada linha dessa vida, ligada em você.
Até que um dia, cegueira tem fim.
teus olhos adormecidos, adormecem de mim.
E a sua volta o colorido, para que meu ser, agora olvido?
Se fui do ser, ao ser esquecido. A pior cegueira que vida pode ser...
Preocupação
Me preocupei fácil com o que seus olhos diziam, pois nenhum soletrar mirante a resguardou. Pensei em dizer-te das mesmas que nada trocávamos, mas assim, uma parede seria-me mais reconfortante. Baixei os olhos pro bálsamo de minha alma, esfera brilhante de uma vida sem alento, sem amor. Dizer é o proceder de outro dizer. Não que se soletrem a sonoridade de um entendimento, nem que ouvir resguarde ajuda. Mas o corpo diz, dos gestos mais insensíveis e corrompidos, ele tudo fala. E antes mesmo de tal preocupação de retilínea vida, que trouxesse a mim a qualidade de diagnosticar a fala que o outro não faz, mas o entendimento que só o sentir proporciona.
Erro
O passo conduz,
e pés no chão
é o que vejo.
Pegadas minhas,
que deixei pra trás,
e as que piso, discordam.
Como é que vou saber,
se sou eu ou outro de mim,
a pisar assim..
Se quando piso,
olho sempre o afundar,
até que o pé retorne ao céus,
e me lembre de olhar..
quando olho, penso,
me escolho a facilitar,
outro eu pisou ali..
e eu daqui sigo a pisar.
sexta-feira, abril 10
Pensamento
Ao dom que me segue,
me apoia e me guia,
qual amor seria,
que dúvida traria
tanto pensamento?
Por mim conduzido,
águas de meu sentir,
escorrendo pelas ruas,
dando trela ao adeus,
e por mim os poucos,
dos muitos de mim
se vão...
e vejo o que há de melhor,
o melhor de mim migrar,
para bem longe.
me apoia e me guia,
qual amor seria,
que dúvida traria
tanto pensamento?
Por mim conduzido,
águas de meu sentir,
escorrendo pelas ruas,
dando trela ao adeus,
e por mim os poucos,
dos muitos de mim
se vão...
e vejo o que há de melhor,
o melhor de mim migrar,
para bem longe.
quarta-feira, abril 8
cálice
Me parto em mil pedaços,
mas me junto a tua vista.
mal te toco, me recolho.
a força de teu nome,
o peso do teu olhar.
tão pesado, hoje.
tão cansado do ócio,
bem que o encaro,
me vejo em tua boca,
e deslizo rápido de volta,
de volta a mim ao responder-te.
Quase me perco.
terça-feira, abril 7
Pedaços da masmorra
"... que todos os portões apodreçam trancados,
e todas as cordas apontem ao fundo do poço,
pois todas declinam sinuosas ao esquecimento..
e se seguram na altura de seus sonhos, astutas."
e todas as cordas apontem ao fundo do poço,
pois todas declinam sinuosas ao esquecimento..
e se seguram na altura de seus sonhos, astutas."
Nossas idas e vindas .
Pois ele foi de lá,
e eu de lá fui,
já fui, voltei.
Já fomos,
voltamos.
E ele novamente se foi...
Arranca-lhe as manhãs,
os dentes luzes e olhos cisos,
meu santinho, paciência!
Glória da paz, buscada.
Paz de muito amada,
por mais amada das amadas..
buscada, sofrida ...sofrível!
Já fomos e somos,
sempre seremos,
por mais do mais,
dos dias, ainda ser.
Ser, palavra cheia..
cheia de si mesma,
de significado azul,
azul horizonte marítimo,
tão longe, tão perto.. longe.
Longe, ele de mim...
De mim não está!
Mentira das manhãs,
enganatório das salas.
Maligna verdade alheia,
cale a boca, boca fechada.
Ele de mim,
eu dele, assim.
Já somos quem fomos,
mudamos, seremos..
passamos por boas,
das poucas não nos bastamos.
E iremos...
e eu de lá fui,
já fui, voltei.
Já fomos,
voltamos.
E ele novamente se foi...
Arranca-lhe as manhãs,
os dentes luzes e olhos cisos,
meu santinho, paciência!
Glória da paz, buscada.
Paz de muito amada,
por mais amada das amadas..
buscada, sofrida ...sofrível!
Já fomos e somos,
sempre seremos,
por mais do mais,
dos dias, ainda ser.
Ser, palavra cheia..
cheia de si mesma,
de significado azul,
azul horizonte marítimo,
tão longe, tão perto.. longe.
Longe, ele de mim...
De mim não está!
Mentira das manhãs,
enganatório das salas.
Maligna verdade alheia,
cale a boca, boca fechada.
Ele de mim,
eu dele, assim.
Já somos quem fomos,
mudamos, seremos..
passamos por boas,
das poucas não nos bastamos.
E iremos...
domingo, abril 5
Floreio a mais ou a menos.
torço que o tempo acabe,
e me retorço de pensar.
floreio a mais ou a menos,
adornos ao sol, feiura.
amante dos belos lábios,
figura de um Deus caído,
floreios... mentiras da superfície,
e no infinito de sua vida,
emerge podridão.
e me retorço de pensar.
floreio a mais ou a menos,
adornos ao sol, feiura.
amante dos belos lábios,
figura de um Deus caído,
floreios... mentiras da superfície,
e no infinito de sua vida,
emerge podridão.
quinta-feira, abril 2
Abriu
Abriu o mês,
mais um pela frente,
de tantos dias,
de tanto tempo feliz.
De junto e separado,
ventre amado..
dia calmo.
Jaz o febril olhar,
de vento em popa,
o mundo sopra,
meu dia chega,
e a cura...
abriu no começo...
e segue, em Abril.
mais um pela frente,
de tantos dias,
de tanto tempo feliz.
De junto e separado,
ventre amado..
dia calmo.
Jaz o febril olhar,
de vento em popa,
o mundo sopra,
meu dia chega,
e a cura...
abriu no começo...
e segue, em Abril.
Hoje, dormindo.
O ontem do verso que se esqueceu,
me disse no hoje sua vontade.
perseguiu-me pelo tempo,
olhou-me nas ruas,
e me disse quando dormia;
ainda a espero, ainda espero...
me disse no hoje sua vontade.
perseguiu-me pelo tempo,
olhou-me nas ruas,
e me disse quando dormia;
ainda a espero, ainda espero...
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