Já passam uns dias,
e a tolice continua,
persistindo no acaso,
da preguiça amiga.....
terça-feira, setembro 21
domingo, setembro 12
música para mim
O inesperado,
esperado
está perdido.
Nessas manhãs,
que me afronto diariamente.
Olhando para as partes,
para vir-me toda.
O inesperado,
esperado..
está morto.
Perdido nas manhãs.
esperado
está perdido.
Nessas manhãs,
que me afronto diariamente.
Olhando para as partes,
para vir-me toda.
O inesperado,
esperado..
está morto.
Perdido nas manhãs.
Minha maldade III
Preciso dizer-te,
como jamais diria,
e se pudesse,
que menti em arbustos,
me escondi por lá,
travei minhas batalhas,
no escuro das folhas,
que me permitiam pensar.
Eu preciso lhe contar,
que falei alto e em bom som,
que teu peito morresse falho,
e que fosse a minha espada viva,
cortando a tua alma.
Mas era tudo mentira,
que dizer era o bastante,
mentir para si mesmo,
mentir em vão.
como jamais diria,
e se pudesse,
que menti em arbustos,
me escondi por lá,
travei minhas batalhas,
no escuro das folhas,
que me permitiam pensar.
Eu preciso lhe contar,
que falei alto e em bom som,
que teu peito morresse falho,
e que fosse a minha espada viva,
cortando a tua alma.
Mas era tudo mentira,
que dizer era o bastante,
mentir para si mesmo,
mentir em vão.
Minha maldade II
Contei nos minutos,
o que faria,
se preveria,
o fato maldoso.
escalei as montanhas,
de pedras afiadas,
e joguei tudo a baixo
acabando com a vila.
o que faria,
se preveria,
o fato maldoso.
escalei as montanhas,
de pedras afiadas,
e joguei tudo a baixo
acabando com a vila.
Minha maldade
A minha maldade as vezes me diz,
que não posso ser boa como preciso,
que penso, inexistente espaço,
onde mato, onde morro, pouco a pouco.
que não posso ser boa como preciso,
que penso, inexistente espaço,
onde mato, onde morro, pouco a pouco.
Setembro
Já é Setembro em meu coração,
e a minha vida se permite a falar,
que os dias passam, as coisas mudam
as vezes, pra variar.
de nada vale toda essa euforia,
no despertar das horas,
desprendemos nossas falas.
esquecemos das palavras,
que dizíamos com frequência,
tão ditas pra falar,
tão fracas de dizer.
Outros planos
não gosto mais do gosto,
do que me atraía.
é de certo que não,
minha língua rejeita.
minha fala não diz,
pois estou ocupada,
traçando outros planos.
não gosto mais do gosto,
sincero e impermissivo,
de dizer de mim.
domingo, setembro 5
como a vida
primeiro não se sente,
no que existe.
o falecido comando,
extinto.
depois a dor, com prazer,
e dor, novamente.
pense em não se mover,
e estremece, antes de recobrar.
recobrar os movimentos,
sentir circular,
de volta ao controle.
Ademais
Penso que usamos de todos os artifícios para produzir algo maior.
e que dessas fases, dessas ferramentas a vida partirá e existirá futuramente.
o fragmento será reabilitado, retornando a perfeição.
se é que perdidos, achando soluções aos poucos.
todas as palavras serão parecidas, e a voz substituída.
você poderá tocar a si mesmo, e da pele amarga nada lhe dirá.
sua vida será agora a extensão de tudo, e externa migrará para fontes.
as habilidades juntas, tanto conhecimento convergido.
e serão maiores aqueles que puderem prever,
todas as dimensões do inexistente, inapto agora.
poderemos recobrar nossas lembranças, viver nos diminutos,
saber do irreal a atroz, como se soubéssemos de toda fragilidade.
recursos, maleaveis e persistentes. encontre seu destino em mundos,
afunde nas suas convicções, permita subir as margens se preciso,
contudo, resista a sua alma viva. contemple seu santuário, respeite seus limites.
se existirem.
e que dessas fases, dessas ferramentas a vida partirá e existirá futuramente.
o fragmento será reabilitado, retornando a perfeição.
se é que perdidos, achando soluções aos poucos.
todas as palavras serão parecidas, e a voz substituída.
você poderá tocar a si mesmo, e da pele amarga nada lhe dirá.
sua vida será agora a extensão de tudo, e externa migrará para fontes.
as habilidades juntas, tanto conhecimento convergido.
e serão maiores aqueles que puderem prever,
todas as dimensões do inexistente, inapto agora.
poderemos recobrar nossas lembranças, viver nos diminutos,
saber do irreal a atroz, como se soubéssemos de toda fragilidade.
recursos, maleaveis e persistentes. encontre seu destino em mundos,
afunde nas suas convicções, permita subir as margens se preciso,
contudo, resista a sua alma viva. contemple seu santuário, respeite seus limites.
se existirem.
segunda-feira, agosto 30
como escrevi no papel, página 2.
Perdi minha doçura,
apesar dos meus olhos,
pensarem de tão ternos.
Esqueci de como ser,
e ver quem é visto
com mais compaixão.
Queria, e quero de pedido..
ser-me só e esquecida,
esquecendo o que pedi.
Quando foi que me embalei,
quando jurei?
Partir sem despedidas,
fui covarde e indecente.
As coisas, que chamo.
Se assim são tratadas,
desmerecidas, tolas.
Da briga sonora,
meus pedidos, roxos.
Sublimam meu coração.
Se o tenho perdido,
peço encarecidamente,
recobra-te.
como escrevi no papel
preciso desesperadamente que me ame, como se pudesse amar o bastante.
para que me fizesse amada.
preciso, de tão orgulhosa desse amor, deixar nas palavras a semelhança de teus carinhos.
preciso dizer-me sincera e precisa, de meu amor contundente e insóbrio.
deseducado de seu querer.
preciso como dizer palavras ao dia e abrir a boca para soar o meu apelo,
onde as palavras são comi insígnias
preciso do teu amor, tão erroneamente sob meus olhos. e advertidos pelo meu coração
eles seguem.
preciso ceder a quem fui, retornar a mim para padecer de amor.
como a ingênua esperança.
preciso compor minhas palavras de amor puro, inexistente.
mas insiste de tornar-se perfeito.
preciso da sincera e desnecessária verdade. admirada pela vida alheia,
para conduzir-me vida.
preciso, tão desesperadamente dizer-me. todas essas palavras, para sentir...
para sentir e prosseguir, vida.
domingo, agosto 29
Tudo
certas coisas não surpreendem,
quando chegam sem aviso.
quando se sabe aos poucos,
que você se transformou.
e nada além,
de saber.
quando chegam sem aviso.
quando se sabe aos poucos,
que você se transformou.
e nada além,
de saber.
quinta-feira, agosto 12
Burrice
Burrice é um pedaço
de madeira enfiado
na sua mão esquerda.
Pra não dizer os periódicos
ditos por aí.
de madeira enfiado
na sua mão esquerda.
Pra não dizer os periódicos
ditos por aí.
Ontem a noite - II
Estou esquecendo os momentos.
Não me lembro ao certo de minha infância,
certas coisas se foram com o deixar da velha
estatura. E agora?
Parei de crescer.
Parece que tudo passou rápido, esquecido.
Que doer a memória se faz necessário, sim.
Puxar na fina lembrança, coisas que ficaram por lá...
E eu ainda não lembrei o bastante para fingir contentamento.
Não me lembro ao certo de minha infância,
certas coisas se foram com o deixar da velha
estatura. E agora?
Parei de crescer.
Parece que tudo passou rápido, esquecido.
Que doer a memória se faz necessário, sim.
Puxar na fina lembrança, coisas que ficaram por lá...
E eu ainda não lembrei o bastante para fingir contentamento.
Ontem a noite
Esta noite tão gostosa, que o ar se torna
precioso em sua temperatura.
Não o ríspido frio da manhã para batalhar,
nem o calor de Dezembro em P. do Flamengo.
Eu encosto a cabeça no travesseiro, sossegada,
e me prometo não calar estas palavras,
para não perder o que sinto.
Nessa curva que os dias fazem, eu me pego pensando...
quando me sinto assim estou viva, e disponho um pouco
de mim nas palavras.
A única maneira de prezar pelo mundo,
é quando o percebo em mim.
precioso em sua temperatura.
Não o ríspido frio da manhã para batalhar,
nem o calor de Dezembro em P. do Flamengo.
Eu encosto a cabeça no travesseiro, sossegada,
e me prometo não calar estas palavras,
para não perder o que sinto.
Nessa curva que os dias fazem, eu me pego pensando...
quando me sinto assim estou viva, e disponho um pouco
de mim nas palavras.
A única maneira de prezar pelo mundo,
é quando o percebo em mim.
segunda-feira, agosto 9
Gentil
Eu não escrevi em Agosto,
o que deveria dizer em Abril.
Eu não segui as minhas palavras,
como se pudesse segura-las em meu coração.
Eu não abdiquei de dizer que te amo,
só porque não disse.
E não parti todos os meus dias em horas,
para ser-me gentil...
o que deveria dizer em Abril.
Eu não segui as minhas palavras,
como se pudesse segura-las em meu coração.
Eu não abdiquei de dizer que te amo,
só porque não disse.
E não parti todos os meus dias em horas,
para ser-me gentil...
Acordando e lutando II
pedi-me,
Deus de toda luz,
impeça-me do pior,
fala-me nos ouvidos,
as rotas de meus caminhos,
as longas horas de andar,
para ser-me chegada.
Deus de toda luz,
impeça-me do pior,
fala-me nos ouvidos,
as rotas de meus caminhos,
as longas horas de andar,
para ser-me chegada.
além de seguir,
Deus,
contenha-me,
de perder toda a prece.
de pedir em vão,
agradeço baixinho,
as mesmas frases,
que cunho na mente.
peço-me imensamente,
mais que inconstante,
permita-me de toda força,
para permitir de ir,
para prezar de ficar.
Deus,
contenha-me,
de perder toda a prece.
de pedir em vão,
agradeço baixinho,
as mesmas frases,
que cunho na mente.
peço-me imensamente,
mais que inconstante,
permita-me de toda força,
para permitir de ir,
para prezar de ficar.
Acordando e lutando
acordei no meio da noite
com medo dos olhos abertos,
pensando no escuro,
no escuro das horas....
valeu-me em aceso,
que nada pudesse,
perder-me de vista,
e perdi as horas,
tentando me encontrar.
com medo dos olhos abertos,
pensando no escuro,
no escuro das horas....
valeu-me em aceso,
que nada pudesse,
perder-me de vista,
e perdi as horas,
tentando me encontrar.
quarta-feira, julho 28
De certo que sim - III
diga-me de perto,
com toda tua vida,
que amar é contundo,
mas portanto é o fim.
fale-me de longe,
que tudo é inverdade,
que é falta de amor,
que todo mundo tem.
e aceite essas palavras,
que tão poucas,
quase nulas.
e aceite essas palavras,
que tão minhas,
minhas suas.
e aceite essas palavras,
como tuas vestes,
vista...
com toda tua vida,
que amar é contundo,
mas portanto é o fim.
fale-me de longe,
que tudo é inverdade,
que é falta de amor,
que todo mundo tem.
e aceite essas palavras,
que tão poucas,
quase nulas.
e aceite essas palavras,
que tão minhas,
minhas suas.
e aceite essas palavras,
como tuas vestes,
vista...
De certo que sim - II
A noite em meu travesseiro, quando se fazem todas as incertezas,
digo a Deus que o acompanho, que sua luz me faça mais forte,
que me faça mais digna. Talvez menos humana...
mas Deus não permite minha dor em seus braços, nem fazer-me perfeições.
Então afaga meus pensamentos em respiros de coragem.
Meus dias permitem todo sentir,
e se oscilo nos cabelos da certeza,
é porque não estou tão longe de chegar.
digo a Deus que o acompanho, que sua luz me faça mais forte,
que me faça mais digna. Talvez menos humana...
mas Deus não permite minha dor em seus braços, nem fazer-me perfeições.
Então afaga meus pensamentos em respiros de coragem.
Meus dias permitem todo sentir,
e se oscilo nos cabelos da certeza,
é porque não estou tão longe de chegar.
De certo que sim.
Quando sequer soprasse minhas dúvidas, um lampejo me reergueu. Talvez nem soubesse de que parte aquela luz se faria, mas era ela enfim. Tomei nos braços como uma criança, cuidei como se fosse a última parte de minha vida. Não precisei, nem recomendei ao meu coração que fizesse o que quer que fosse, o deixei livre para ser reconhecido. E nada mais me fez perder o curso dos meus sonhos, nada mais....
segunda-feira, julho 26
Bom dia
Bom dia,
de olhos,
queria.
Bom dia!
ao nascer,
mais vezes.
Bom dia...
dizer já com saudade.
Um bom dia para você,
te vejo mais tarde.
de olhos,
queria.
Bom dia!
ao nascer,
mais vezes.
Bom dia...
dizer já com saudade.
Um bom dia para você,
te vejo mais tarde.
sexta-feira, julho 23
A sorte
a sorte é muda,
e só lhe fala
ao não esperar.
e em maneiras,
todas elas esquecidas,
pelos nossos sentidos,
a sorte diz,
quando somos capazes,
de talvez ouvir.
e só lhe fala
ao não esperar.
e em maneiras,
todas elas esquecidas,
pelos nossos sentidos,
a sorte diz,
quando somos capazes,
de talvez ouvir.
sábado, julho 17
Rápido
em várias as portas,
entrou na terceira,
cruzou a sala,
retornou da cozinha,
almoçou ali mesmo.
comeu tão rápido,
com mãos e dentes,
faminto de vontade.
e vazio o prato,
recolheu o prazer,
retirou a louça,
e levou a cozinha.
o tapete é cumplice,
do que nada se diz,
por matar a fome alheia,
alheia tão de ti.
entrou na terceira,
cruzou a sala,
retornou da cozinha,
almoçou ali mesmo.
comeu tão rápido,
com mãos e dentes,
faminto de vontade.
e vazio o prato,
recolheu o prazer,
retirou a louça,
e levou a cozinha.
o tapete é cumplice,
do que nada se diz,
por matar a fome alheia,
alheia tão de ti.
Anotações
eu não quero o teu amor,
nem o teu dia a dia,
não quero as tuas manias,
nem sequer seu olhar.
não consigo lidar com a sua vida
assim, tão próxima.
não preservo suas palavras,
só esqueço do teu beijo,
nem preciso lembrar.
nem o teu dia a dia,
não quero as tuas manias,
nem sequer seu olhar.
não consigo lidar com a sua vida
assim, tão próxima.
não preservo suas palavras,
só esqueço do teu beijo,
nem preciso lembrar.
sexta-feira, julho 16
Mais humano que de costume.
Nós amamos,
a nos mesmos,
e despertamos
nossos medos,
nos rostos,
rostos alheios.
Nossos medos,
como errar,
e acertar?
O risco previsto,
a previsão de errar.
Nossos medos,
de sermos,
como somos?
E se somos nós,
nós somos outros de nós.
Não somos os mesmos.
Nossos medos,
de criarmos elos,
e mais ligados, vivos
concisos em nossas veias,
perdidos em nossos dias.
Nossos medos,
de incapazes,
capazes de tudo,
até de amar,
amar a si mesmo..
e continuar a falhar.
a nos mesmos,
e despertamos
nossos medos,
nos rostos,
rostos alheios.
Nossos medos,
como errar,
e acertar?
O risco previsto,
a previsão de errar.
Nossos medos,
de sermos,
como somos?
E se somos nós,
nós somos outros de nós.
Não somos os mesmos.
Nossos medos,
de criarmos elos,
e mais ligados, vivos
concisos em nossas veias,
perdidos em nossos dias.
Nossos medos,
de incapazes,
capazes de tudo,
até de amar,
amar a si mesmo..
e continuar a falhar.
O Criador
O criador perfeito
pensa, reflete
perplexo.
Moldar o passeio,
passar o de si,
para o meio.
E como faze-lo?
Qual o permeio...
de tal solução?
pensa, reflete
perplexo.
Moldar o passeio,
passar o de si,
para o meio.
E como faze-lo?
Qual o permeio...
de tal solução?
Saudade, só de saudade.
contei os segundos
do abraço esperado,
rodando no mundo,
mesmo parado.
e aperta no peito,
o corpo apertado,
quando longe é feito,
o abraço esperado.
do abraço esperado,
rodando no mundo,
mesmo parado.
e aperta no peito,
o corpo apertado,
quando longe é feito,
o abraço esperado.
segunda-feira, julho 5
1
esse corpo que habitas
do que dizes ser teu,
é a forma mais estranha,
que a forma concebeu.
e na mente o que fica,
nada menos, tudo eu.
que depara com o outro,
e conhece aquela tez.
nada fala a tua mente,
que esse corpo infeliz,
é o que és na tua vida,
é o que somos, por um triz.
Conversas tolas
ontem mesmo
me disse
baixinho,
cala-te peito,
pára, agora.
e baixinho
ouvi de volta,
um não,
teimoso.
me disse
baixinho,
cala-te peito,
pára, agora.
e baixinho
ouvi de volta,
um não,
teimoso.
sexta-feira, julho 2
Ao meu grande amor
assim que puder reatar,
todo meu amor,
eu o farei.
direi que mágoa forte,
não sei de onde nascera,
porque viera, verde.
e que possa entender,
antes que nada se faça,
a sua idade avança.
todo meu amor,
eu o farei.
direi que mágoa forte,
não sei de onde nascera,
porque viera, verde.
e que possa entender,
antes que nada se faça,
a sua idade avança.
sexta-feira, junho 25
O Exercício
O mais difícil,
do esforço,
é a força, aplicada.
Força mais,
que mais distinta,
do que conheces.
E contornas,
ou tentas,
na força que aplicas,
as imperfeições,
todas elas.
domingo, junho 20
As duas da manhã tudo é diferente.
Outro dia mais, cozinhando minha alma,
preparando um estepe, uma dúvida perpetua.
Esperando ficar pronto, posto meus vinte e dois anos,
e sendo em outro mundo.
Eu não gosto mais de nada disso e pormenores...
gosto de dizer o que não sou, e se as vezes sou, é porque eu também sei errar.
Sei andar e partilhar das pedras, perder o ônibus e amores,
não estudar a prática de ser melhor e deduzir que as visões são verdades.
Nada mais de atrativos bobos, gosto mesmo é de respirar fundo,
e do cansaço da exaustão. Apesar de tanto evita-la.
Não consigo imaginar minha vida sem desdenho,
pois as vezes nem mais serve... dizer que se pode colaborar.
Algumas coisas são perdidas, esquecidas no mais bravo de nossos meios,
e nem dizemos a todas essas pessoas, o quanto se foi perdido.
Das demais coisas da vida, somos sempre essas pessoas,
tão completas e astutas, melhores. Não somos nada disso mesmo.
Nada que possa mudar para sempre, todo esse pensamento pobre,
de viver em outros planos...
preparando um estepe, uma dúvida perpetua.
Esperando ficar pronto, posto meus vinte e dois anos,
e sendo em outro mundo.
Eu não gosto mais de nada disso e pormenores...
gosto de dizer o que não sou, e se as vezes sou, é porque eu também sei errar.
Sei andar e partilhar das pedras, perder o ônibus e amores,
não estudar a prática de ser melhor e deduzir que as visões são verdades.
Nada mais de atrativos bobos, gosto mesmo é de respirar fundo,
e do cansaço da exaustão. Apesar de tanto evita-la.
Não consigo imaginar minha vida sem desdenho,
pois as vezes nem mais serve... dizer que se pode colaborar.
Algumas coisas são perdidas, esquecidas no mais bravo de nossos meios,
e nem dizemos a todas essas pessoas, o quanto se foi perdido.
Das demais coisas da vida, somos sempre essas pessoas,
tão completas e astutas, melhores. Não somos nada disso mesmo.
Nada que possa mudar para sempre, todo esse pensamento pobre,
de viver em outros planos...
A direita .
Jajá peço desculpas, a todas as minhas faltas.
De jamais poder juntar minhas dívidas,
as falhas de acontecer e ser acontecido.
Desculpas não me dizem e nem te ajudam,
só machucam nossas mãos unidas.
Podemos mais quando calados?
Mais sinceros que medíocres.
Mais distantes de feri-los.
De volta a Saturno - Ser.
Postos dias de Saturno, e que retornas, não mais. Ficais no mundo das rotas perdidas, comungando a velha maneira podre. Regido pelos mais tórridos sentimentos, brutos todos, passando pelos seus olhos tão ternos. A aspereza de sua social, nem requer quem quer que seja a tuas vistas, é o mais solitário dos prazeres. Amargando a sua vitória, vitória alguma de todos esses anos. Falhando na incubencia de viver a vida de todos e todos viverem na sua vida. Participar, aceitar, mudar.... mudar para quem nada requer é caos. Só quando vive de tuas terras, mudando em Saturno cada vez por meia vez. Já não se sabe dizer quem passa nessa vida perto, tão perto de descobrir quem é de verdade, nem se pisa com tanta força e nem enraízas as palavras de ser como se é. Nada muda para ser quem somos, tudo que somos é mudar para todo e todo sempre. Indo e voltando de todas essas vidas, todos esses planetas esquecidos. Tão lembrados quanto foram algum dia.
É de tudo.
são tantas as vezes de dizer,
por mais absurdas, ditas.
e menos veneradas, palavras.
é tudo a ser o que não sou,
da fraqueza de se ser.
comunhão de toda passagem.
são tantas as vezes de dizer,
que falar é um tanto constrangedor,
tímidas vezes de se dizer a verdade.
é tudo a ser o que não é,
da ligeira maneira de fugir.
não se sabe o prazer de calar.
são tantas as vezes de dizer,
que se espalham murmúrios,
nos olhos de quem não disse.
é tudo a ser o que não foi,
do olhar de muitos dizeres,
não se diz a boa e velha maneira.
por mais absurdas, ditas.
e menos veneradas, palavras.
é tudo a ser o que não sou,
da fraqueza de se ser.
comunhão de toda passagem.
são tantas as vezes de dizer,
que falar é um tanto constrangedor,
tímidas vezes de se dizer a verdade.
é tudo a ser o que não é,
da ligeira maneira de fugir.
não se sabe o prazer de calar.
são tantas as vezes de dizer,
que se espalham murmúrios,
nos olhos de quem não disse.
é tudo a ser o que não foi,
do olhar de muitos dizeres,
não se diz a boa e velha maneira.
quarta-feira, junho 9
Notas para descrever I
Já perdi meu olhar nas ruas,
e deixei cada pedaço de mim nos arames..
o que era da minha, fora.
Agora é só esquecido.
terça-feira, junho 1
Eis que todos
eis que nos moldamos,
filtramos, nos tornamos
e somos, todos os dias.
Naquilo que reside,
e que incide, latente
permanece, incluso
vertente, conciso.
Pois somos,
todos os dias
filtramos,
moldamos..
eis que todos....
filtramos, nos tornamos
e somos, todos os dias.
Naquilo que reside,
e que incide, latente
permanece, incluso
vertente, conciso.
Pois somos,
todos os dias
filtramos,
moldamos..
eis que todos....
Procrastinar
Sei que bebo de tua saudade,
assim como rogo por sua existência.
Resistência de tua passada, tua chegada
tua eterna presença.
Sei que arrumo meus lençóis,
desarrumo meus poemas,
num vacilo dos dias, para esquecer-te
permaneço em minhas dúvidas.
Sei que jogo meus pedidos,
nas árvores de tua existência,
e confirmo minha presença,
em tua falta de verdade.
sábado, maio 22
Verdade
Tão bom quanto não fora,
você se despediu da minha hora.
E fiquei olhando o tempo,
que não passava nunca....
você se despediu da minha hora.
E fiquei olhando o tempo,
que não passava nunca....
A hora da raiva
Eu queria dizer impropérios a sua existência
como quem diz a raiva para aumentar sua hora.
Queria dizer que tal motivo é a culpa de tua boca
maldita que acelera o passo para o precipício.
Dizer que isso é o que faço para podar-te maldita,
em toda sua incompreensão de criança mimada.
Que você irá na hora da morte, saber sua culpa.
Quem diz que é tudo brincadeira, mentiu.
Quem diz que é tudo brincadeira, mentiu.
Levantar para o de sempre e cobrar do presente um futuro prévio. Andar como nunca tivesse passado pelas ruas e descobrir os mistérios de flores jamais vistas, de cores perturbadoras que passam a cobrar-te mais estigma, mais estima mais estudo. As dúvidas coroadas em coisas de pequenos, encruada nos grandes e perplexas em todo canto. Não se sabe mais da verdade do coração de si mesmo se o mundo carrega sua falha viva em tuas mãos.
No que diz respeito aos costumes, cos tu todo mês que queres coser a mão a tua imensa falta de quietude, de faltas cobradas a tua própria existência, de impetuosas atitudes do dia a dia. O futuro vos reserva algo de preces, preços e praças, onde passas toda hora de sua incessante pergunta. Que questionar é a forma mais expressa de um café saber sua dose.
Datas tardias
Aprendi a dizer até logo para longos dias,
datas tão tardias de minha chegada.
Onde perdi meus sapatos, larguei minhas cartas
e subi o morro das distâncias áureas.
Já não perde o Tempo, que esperto cobiça nossas almas.
E pouco a pouco entranha em seu guardar nossos dias,
deixando apenas as saudades, as mentiras, as verdades não ditas
as perdas irremediaveis, os sonhos e tudo mais que ficou aqui dentro.
Unhas vermelhas
É vermelha,
a unha dela
tão viçosa,
e intransparente.
Recente,
de amor,
é unha dela.
Cheia de vida,
de vontades,
é dela.
A unha vermelha,
retirada das cores,
das rosas.
Para Rita
Meu coração sorri,
pois a vida é bonita,
quando vista, assim.
Quem merece, louros verdes
e aplausos para festas.
Não há nada de mal,
em sorrir pelos outros...
com os outros,
tão felizes.
pois a vida é bonita,
quando vista, assim.
Quem merece, louros verdes
e aplausos para festas.
Não há nada de mal,
em sorrir pelos outros...
com os outros,
tão felizes.
Sem dizendo
Já faz tempo e não sei
não sei como dizer.
Se permito, é por vacilo...
nada mais há de ser.
Dessa coisa, que dizem
que é estar neste estado,
indefinido, recluso...
confuso.... calado.
não sei como dizer.
Se permito, é por vacilo...
nada mais há de ser.
Dessa coisa, que dizem
que é estar neste estado,
indefinido, recluso...
confuso.... calado.
domingo, maio 2
Parque da Aclimação - 10-05-02
As flores desta vida, todas elas aos meus olhos.
Tento ser se sou uma, ou duas delas que me fazem.
Do feliz e verde mundo, eu giro em águas profundas.
E me peço bem baixinho, erguer este mundo em mim.
As frestas destes outros planos, são crianças que sorriem
ao caminhar, e desesperadas pela vida, elas disparam.
Se o barquinho que vai entre os peixes, pudesse levar
todos eles, talvez a imaginação deixasse de ser um projeto.
E cães de tanto amor, a cura de todas as desilusões.
As línguas de que pude nas mãos, um presente molhado,
os pelos esvoaçam a minha saudade.
Eu não consigo ser sem os cães.
Neste parque minha vida, se põe como sol nos bancos
e eu fico a espera, de entardecer em mim tal energia.
Para ser o que jamais pude, para ir onde jamais estou quando desperta.
Ás
Só consigo me privar,
do que não conheço.
Não me rogo de deslizes,
mas me faço de alguns.
Já pensei em prever,
previsões são meus ás,
de tanto joga-los,
perdi a batalha.
Mas não a guerra.
do que não conheço.
Não me rogo de deslizes,
mas me faço de alguns.
Já pensei em prever,
previsões são meus ás,
de tanto joga-los,
perdi a batalha.
Mas não a guerra.
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