sexta-feira, março 19
quinta-feira, março 4
A Frieza
sábado, fevereiro 20
Carta brava do mundo novo
onde conto minhas aventuras.
E me despeço de alianças,
pois as guardo em meu eterno.
E de novo, eis que belo
o púrpura de se renovar..
e achar..
que sonhar.
segunda-feira, fevereiro 1
Apatia
No one
inexata e insensível nisso tudo, eu sei.
Mas não é nada, nada além..
desse medo ofuscante,
que me fez fechar os olhos,
e respirar em paz, agora.
quarta-feira, janeiro 27
Esquisito
Aos montes
eis que tragas sede,
eis que tenhas fome.
E recolha aos montes,
toda essa carga antiga,
terço de rosas despetaladas.
Pois atinge a promessa,
quando segues próximo,
e retêm ao todo, tudo meu.
Já não sei te remoer,
nem dizer, volte logo.
É a crença do desgosto.
Pois talvez tenha esquecido,
da dor do mais querido,
que é trazer um novo alô.
quinta-feira, janeiro 21
Satisfação
Em dois
não adiantaria falar...
as palavras são feridas,
aferidas por quem não tem.
e se pudesse escolher,
ah se pudesse contar...
te contaria as minhas sílabas,
te mostraria o meu falar....
além
do que mais uma,
decepção.
não é mais nada, além..
de toda essa divergência.
congruência do azar.
nada, não é mais..
do que mais uma,
tola e desconcertante,
desilusão.
sábado, janeiro 16
Plena
como se procurasse
minha cintilante fuga.
E se elas são doces,
em cores de verniz,
é porque assim, posso..
assim posso tudo.
Se desenho flores,
e nas flores me desenho,
eu as faço de finas maneiras,
mas não de traços certos.
E se elas são bonitas,
em mais do que bonitas,
é porque assim posso..
assim posso tudo.
Estamos conversando, por fim.
Zeloso crescente.
sexta-feira, janeiro 1
Frente e verso
Primeirando
e meus sonhos são mais tranquilos.
se desdobra para acomodar-se no pouco espaço,
e virtuosa se estende em minhas propriedades.
irei compreender?
terça-feira, dezembro 8
Metalinguística minha
sábado, dezembro 5
Alberto Rosas III
apego aos velhos trapos dissolvidos.
Grudando os dentes em podres escolhas,
olhando pro mundo como um qualquer.
A Pedra e a Rima.
Reserva
em um despejar de sonhos.
Coberto e cintilante,
do púrpura que é o amor.
onde conto meus sorrisos,
preservo minhas cores.
a vivência de meus pensamentos,
nos vales de tuas palavras.
e emudeço minhas mãos
a sombra de tua possibilidade..
enfraqueço minhas reservas,
e permito a condução...
do talvez.
Desidério.
O criador de criação alguma.
sexta-feira, dezembro 4
transpor bartira
descrito.
Em sinonimo,
mesmo distante.
Me abster,
de saber,
é resistir.
Mas no resistir,
persisto no sentir.
E reconheço,
despenteio..
e repito comigo;
estava lá,
e agora, aqui.
segunda-feira, novembro 30
Desse tanto
quarta-feira, novembro 25
Compulsividade
Querido
quarta-feira, novembro 18
Serei melhor anfitriã
domingo, novembro 15
?
Mirando
sentei-me.
Olhei as pessoas,
andando..
Fui me inventar,
nos outros.
Eu pensei por um;
será que seria feliz?
E me respondi,
não é bem assim...
domingo, novembro 8
Dançando
quem disse que do outro fizemos moradia?
Moramos nos passos de nossas próprias pernas,
valsando no tempo que a música produz.
E a cada centímetro que passou de uma a outra,
circulamos sobre nosso epicentro,
galgando mais um passo, mais uma única e verdadeira dança...
domingo, novembro 1
Wind Up
Ele furta minhas forças
como abres minha casa aos domingos,
e rouba todos os meus tesouros.
Furtando cada encher dos pulmões,
minha antiga caixinha de música,
meus dez anos de tanto quanto.
Meus escritos mais queridos,
dos mais longos e restritos,
dos mais singelos e amados.
Me leva tudo que produzo,
reduzo a face de minha normalidade estática.
Sou só descanso do cansado que é viver.
E se por acaso se despede,
é com o acabar de todos meus pertences,
destruídos ao chão de minha varanda.
Dando adeus a tudo que me embala,
dando até logo a próxima investida.
sexta-feira, outubro 30
Pratinhos descartáveis
A comida cai,
a faca rasga,
o garfo fura
e tudo vai embora de qualquer jeito.
sábado, outubro 24
23:43
tão deslocado.
A dissonância dos passos,
a frigidez de outros fatos.
Requer a tudo um ajuste,
incompreensivo, de fato.
Recluso e conciso, longínquo.
Uma pedra
Sono
sexta-feira, outubro 23
Carta do Limiar
quarta-feira, outubro 21
Não gosta
não suporta quiabada,
não entende o quê da baba,
traz prazer ao paladar.
Eis cruel.
Eu desminto
que desminto aos poucos....
porque nascerás de minha conjunção,
e serei plena quando vieres.
Eu desminto o meu amor de mulher,
porque quero poder abraça-lo,
distante sonho de pernas grandes,
me abre os poros e vais embora.
Eu a amo porque é a margem de minha vida,
será o deleite de minha criação maior,
nos braços de quem te ama, pequena...
Serás o mundo de minha feição.
Eu desminto o meu amor de mãe,
não sou mãe nem de mim,
não construi meu castelo conexo,
que pasta nas veredas do meu querer.
Eu a amo porque me escolheu,
e se sou da pequena a escolha, serei.
O grande afago da sua vida inteira.
Eu desminto tudo ao passo das minhas expressões,
onde fala a boca e desmente o olhar,
nada posso, mas penso em verso sim,
em poder realizar.
terça-feira, outubro 20
Sem sequer
Pão de açucar ao chão
Escrito numa nota fiscal
quando falei,
se é que existe
pintura de ser algum.
A quem me conduzia,
dizia não.
Da longa doçura do talvez,
do desprazer do em vão.
A quem reclamei,
se criei, descuidei...
agora de minha solidão?
Maria Eduarda
EIS A PLENITUDE!
VOOU NO CHÃO DE GIZ,
ENCHEU OS OLHOS E O CORAÇÃO DE SEUS PAIS
TRÊS PASSOS E O MARCAR DE UMA VIDA INTEIRA...
VOCÊ ANDOU PELA PRIMEIRA VEZ!
sábado, outubro 17
O porre
Se bebo mais, eu compreendo,
entendo.
Aturar,
se o porre é o durante,
mas prefiro no depois,
me embriagar.
No vagão
se esse vagão.
me segura.
desastroso como ele,
populoso assim,
e eu aqui?
minha fuga é assim,
ou eu pulo do vagão
ou ele me joga, nos trilhos....
O amor dos brutos
terça-feira, outubro 13
Distâncias
terça-feira, outubro 6
A desconstrução do oportunismo
Muitos podem dizer que a trajetória de quem observa o mundo de forma analítica é sinal de egoísmo e pedantismo circense. Até onde se compreende, o pejorativo impera no comum conhecimento dos adjetivos, dilacerando o âmago de seu entendimento. Oportunista eu? Assim que escrevo a outros que sim, concebo a mim a capa escura do desconfiar.
Se posso pensar um pouco mais e lembrar onde parte a palavra oportunismo, posso seguir tranquilamente em sua raiz esclarecedora; oportunidade. E o que é oportunidade, se não a esfera da vida que buscamos todo o tempo? Aquilo que separa os sonhadores dos realizadores, ou que unta esses dois artistas do pensamento humano. Pois o sonhador cria possibilidades em seu querer mais íntimo, e o realizador nada mais que abraça as suas possibilidades. Mas que sonhador por si só concebe qualquer oportunidade? Também nenhum realizador que consagre o que não cultiva. Existe uma interdependência em conceber e produzir, que faz da oportunidade o ideal.
Ser oportunista então é presumir que existe uma possibilidade valorosa e ater-se em utilizar de meios para conquistá-la. E o que designa se o desenvolver é bom ou ruim, são justamente os meios de conquista. Que determinam e sucumbem – muitas vezes – o sentido das palavras mal utilizadas e interpretadas. Sou oportunista porque sou egoísta, não. Sou oportunista porque sou individualista. Porque assumo o que almejo e afirmo meu querer em minha ação.
Se desconstruídas as tantas faces da ignorância, a compreensão tomaria posto. Cada possibilidade traria uma nova luta incessante para o melhor de cada um. O mérito, tão esperado e brilhoso aos olhos, seria a conquista cuidadosa e merecida de seus esforços maiores. Trazendo não só a imensa ruptura com a mesmice, mas construindo possibilidades de enxergar um mundo de oportunidades, sempre renovadas.